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Oposição dá a largada no calendário eleitoral

Pode-se dizer que o ano eleitoral começou, de fato, embora o calendário do TSE determine que a data para início das campanhas seja 16 de agosto. Diz-se isso porque a oposição começou a se movimentar para cobrar explicações do governador Wellington Dias, que está em larga vantagem na disputa pelo Karnak.

Ontem, um grupo de deputados da oposição procurou o Tribunal de Contas do Estado, responsável pelo controle externo das contas governamentais, para saber mais informações sobre os sucessivos empréstimos tomados pelo atual governo. Segundo eles, há uma preocupação de que esse dinheiro não esteja sendo aplicado conforme divulgado oficialmente, em obras de urbanismo e infraestrutura.

No ano passado, o Estado recebeu R$ 600 milhões e, este ano, está recebendo mais R$ 315 milhões. Como este é um ano de eleições, a oposição pede mais transparência na aplicação desses recursos.

Há poucos dias, auditores do próprio TCE encaminharam um documento ao presidente do órgão, Conselheiro Olavo Rebelo, alertando que o Estado já havia ultrapassado o limite prudencial com gasto de pessoal, de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal e, no entanto, continuava a contratar servidores e a criar cargos.

A democracia criou mecanismos de controle para fiscalizar os gestores públicos. E esta é, sem dúvida, a melhor maneira de acompanhar a aplicação dos recursos. Os governos, em todos os níveis, têm que se acostumar a trabalhar com mais transparência, até porque, na era da internet, não dá mais para guardar sigilo nem sobre segredos de alcova.