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Inteligência para combater a corrupção

A Operação Lava-Jato começa a render frutos além das prisões já realizadas e do dinheiro devolvido aos cofres públicos, o que por si só já justifica todo o trabalho realizado pela força-tarefa de Curitiba. Mas, como ela não pode morrer em si mesma, é preciso deixar um legado para as ações futuras. E isso já está acontecendo.

Começou ontem no Tribunal de Contas do Estado do Piauí o I Simpósio de Inteligência Institucional para discutir estratégias de combate à corrupção. O órgão responsável pelo controle externo das contas públicas quer aprimorar seus meio de fiscalização para evitar que o dinheiro público seja desviado nas tenebrosas transações que costumam ocorrer nas licitações e execuções de obras de norte a sul.

Acertadamente, o TCE investe em um trabalho preventivo, porque, afinal, é mais fácil evitar que o dinheiro se perca nos descaminhos da corrupção do que recuperá-lo depois. E, para isso, a chave é apostar na inteligência e no cruzamento de informações entre os diversos órgãos públicos.

O Simpósio está discutindo, entre outras coisas, temas que estiveram presentes desde o início da Lava-jato, como: colaboração premiada, combate ao crime organizado e compartilhamento de informações. As campanhas políticas, outro foco de corrupção, serão o tema da palestra a ser proferida amanhã pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, que vem falar sobre “Sistema Político e o Custo das Eleições; As Origens da Corrupção”. Nada  mais oportuno.