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Operação para eleitor ver

Foi preciso que o Rio de Janeiro explodisse em violência durante o carnaval, nossa maior vitrine turística, para que o poder público acordasse da letargia em que está mergulhado durante décadas no que diz respeito à segurança pública. Depois de decretar a intervenção no estado, com a presença ostensiva das forças armadas nos morros cariocas, o governo assumiu, embora tardiamente, que o problema não se restringe ao Rio, mas a todo o país.

Hoje, secretários de segurança do nordeste se reúnem em Teresina para discutir o problema que, aqui também, assume proporções gravíssimas. A falta de segurança atormenta a vida de cidadãos e inibe investimentos. Há casos de pequenas empresas, farmácias e mercearias, que, de tanto serem assaltadas, não resistiram e fecharam as portas.

Na sequência, o governador Wellington Dias recebe amanhã os governadores do Nordeste para tratar da mesma pauta. Do encontro, devem sair diretrizes para o  Plano Nacional de Segurança e estratégias para uma operação policial a ser implementada nos próximos 90 dias. Mas, ora, não adianta uma ação midiática de impacto por noventa dias. Segurança pública deve ser tratada de forma contínua e permanente porque assim agem os bandidos e assim deve ser a resposta do estado. Uma ação com tempo limitado apenas para dar satisfação aos eleitores inconformados com o nível de violência a que estão submetidos não vai resolver o problema, apenas jogá-lo para debaixo do tapete, a fim de não incomodar os convidados durante a festa da eleição que se aproxima.