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Educação que liberta

A pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE – traz um dado interessante que explica o motivo da ascensão feminina no mercado de trabalho. As mulheres estão mais preocupadas com a educação  e se dedicam mais ao estudo do que os homens no Piauí. Segundo a pesquisa, o número médio de anos de estudo das piauienses é de 7,3 contra 6,3 dos homens. A taxa de analfabetismo também é menor entre as mulheres, atingindo um percentual de  15,1%, contra 19,5% entre os homens.

Os reflexos dessa opção pelos livros já pode ser mensurado. A participação feminina da docência superior é de 51,4%, uma média acima da brasileira, registrada em 45,6%. Este é o grande segredo para conquistar um lugar de destaque no mundo. Inteligentemente, as mulheres descobriram que, para  chegar aonde queriam, o caminho não poderia ser outro a não ser o da educação. E é assim que elas estão avançando.

É verdade que ainda há diferença salarial entre homens e mulheres. O salário médio das piauienses  equivale a 90,99% do que eles recebem, apesar da diferença de escolaridade. Mas quem duvida de que, com mais conhecimento, rapidamente essa estatística irá mudar?

Não há janela mais libertadora do que a da educação. Ela abre não apenas os olhos de quem a procura, mas também os horizontes e oportunidades. Apesar do acúmulo de afazeres e obrigações, as mulheres estão se dedicando obstinadamente aos estudos, buscando retirar dos livros o atraso a que foram submetidas durante anos de dominação machista. E não tenham dúvida de que é assim que elas chegarão ao topo.