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Vitória da impunidade

A oitava turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região julga hoje o recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Lula contra a sentença que o condenou a 12 anos e um mês de reclusão por conta do processo do apartamento triplex na praia do Guarujá. Independente do resultado, Lula não tem muito com o que se preocupar, pelo menos durante a Semana Santa.

Resguardado por uma liminar aprovada pelo STF no apagar das luzes da quinta-feira passada, que garantiu um salvo conduto a ele até que seja julgado o mérito do habeas corpus, Lula poderá desfrutar do seu feriadão tranquilamente, já que o STF só volta a se reunir para julgar a matéria no dia 4 de abril.

A tendência do Supremo hoje é acabar com a prisão após a condenação  na segunda instância, uma conquista do Brasil para tentar conter o mar de impunidade que banhava os apenados da elite, que podem pagar bons e caros advogados para que seus processos sejam empurrados para o Supremo, onde a tramitação ocorre com a velocidade de uma tartaruga em repouso.

Com a revogação da prisão após a condenação na segunda instância, não só o ex-presidente, mas uma enxurrada de políticos presos atualmente irá se beneficiar, voltando à cena com a certeza de que, no Brasil, o crime realmente compensa.