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Em banho maria

O governador Wellington Dias (PT) é um dos políticos mais hábeis do estado. Acena a todos com simpatia, até mesmo aos mais combativos opositores do seu governo. E segue costurando alianças silenciosamente, sem pressa, na certeza de que tudo tem seu tempo e, em política, esse tempo nem sempre acompanha a dinâmica do relógio.

Desde o ano passado, o governador vem sendo pressionado para indicar o vice na sua chapa para concorrer à reeleição. Não diz sim nem não para os partidos que lhe assediam. Mantém todos em fogo brando, criando uma expectativa e valorizando ainda mais a cadeira que tem para oferecer.

PP e MDB, os dois mais fortes nessa corrida rumo à vice, apresentam seus trunfos, argumentos, até mesmo alguma chantagem. Mas Wellington permanece impassível, conversando com um e com outro, distribuindo afagos e esperança a ambos. Ora apresenta-se ao lado do senador Ciro Nogueira (PP), que tem dado uma ajuda substancial ao seu governo, por meio da obtenção de verbas federais, ora acena para o MDB, que tem o comando da Assembleia Legislativa.

Ontem, o governador disse que um partido com a capilaridade e dimensão do MDB merece um espaço na chapa majoritária, mas, espertamente, não disse que lugar é esse, mantendo o suspense até o último minuto e segurando possíveis movimentações alternativas desses mesmos partidos.