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Muita foto para pouca obra

Em reunião realizada ontem, em Brasília, com o governador Wellington Dias e o Senador Ciro Nogueira, tudo que o ministro da Integração Nacional, o piauiense Antônio de Pádua Andrade, prometeu de concreto foram 4 mil kits de emergência para as famílias desabrigadas pela enchente. Segundo informação oficial do Corpo de Bombeiros, que esteve acompanhando o drama das famílias nas cidades que sofreram com a cheia, o número de desabrigados chega a 37 mil pessoas.

Ou seja, a visita do Ministro ao Piauí, no último final de semana, pouco valeu, além de uma dezena de fotos e entrevistas. O governador protocolou pedido para reparo em algumas barragens, mas, na prática, o que o Ministério autorizou mesmo foram os míseros 4 mil kits de ajuda emergencial.

As autoridades brasileiras parecem não aprender coisa alguma com as crises. Sempre que acontece uma tragédia natural, seja seca ou enchente, os ministros visitam as áreas atingidas, posam de solidários e, no máximo, fazem um assistencialismo barato que logo se extingue. Ações de infraestrutura, duradouras e necessárias, quase sempre são deixadas de lado. E o problema se repete novamente quando a natureza resolve castigar a mãe terra. Mas, castigo maior mesmo é para as famílias desassistidas, que não contam com obras estruturantes que a protejam do excesso de água ou da falta desta.