Cidadeverde.com

Ameaça virtual compromete lisura da eleição

O escândalo do vazamento de informações dos usuários do facebook  fez aumentar a preocupação com o uso indevido das redes sociais nesta eleição. Há alguns pleitos, as redes sociais vêm sendo manipuladas para beneficiar determinadas candidaturas, tanto no Brasil como no exterior. O caso mais notório foi o da campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Mas, na sua ultima edição, a Revista Veja mostrou que a campanha do senador Aécio Neves (PSDB) para a Presidência da República, em 2014, também serviu-se do uso de robôs para impulsionar as postagens do então candidato.

Quem usa redes sociais não pode ser tão ingênuo ao ponto de acreditar que o serviço disponível para acompanhamento e compartilhamento de notícias, fotos e vídeos é gratuito. Como se sabe, não existe almoço de graça. Mas, uma coisa é direcionar propaganda para o consumidor, outra coisa é usar suas informações para fins políticos, pesando desequilibradamente a favor de um candidato.

No Brasil, há uma lei eleitoral que proíbe a campanha paga na internet, com a publicidade em portais de notícias, por exemplo, mas permite o impulsionamento de conteúdos no Facebook , com a compra de dados dos usuários. E é de conhecimento de todos que a justiça não tem condições de fiscalizar todo o conteúdo que circula nas redes. Em tempos de mídia social, o abuso eleitoral é tão fluido quanto o meio, seus efeitos, porém, podem ser desastrosos. Os norte-americanos que o digam.