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MP e STF entram em rota de colisão

A associação entre a reação indignada da sociedade diante das atitudes da segunda turma do STF com a tribuna livre em que se tornaram as redes sociais está provocando exageros perigosos. O promotor Ricardo Montemor, do Ministério Público de São Paulo, não se conteve com a decisão da retirarada do  conteúdo das delações sobre a reforma no sítio em Atibaia e o terreno doado para o Instituto Lula da esfera do juiz Sérgio Moro e vociferou contra os ministros em português chulo e grosseiro.

O promotor usou as redes sociais para dizer que estava cansado das “canalhices da bandidagem togada” e, mais, referiu-se aos ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello como os “ fdp que querem acabar com a Lava Jato”.

A reação contra os ministros ecoou por todo o Brasil, mas ela ganha contornos mais graves ao ser externada pela autoridade de outro poder, no caso o Ministério Público, que parece ter entrado, definitivamente, em rota de colisão com a Corte máxima da justiça.

É perigoso quando as autoridades judiciais já não se entendem mais e, pior, perdem o respeito umas com as outras. As decisões apaixonadas e em desalinho com a maioria do Supremo estão levando alguns de seus membros à execração pública. O confronto aberto e declarado entre os poderes não é bom para a justiça, nem para a sociedade.