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Imóveis fechados podem virar receita para o Estado

Em tempo de vacas magras, como agora, a criatividade na gestão pública precisa encontrar caminhos alternativos para manter o caixa do governo. A suspensão do empréstimo da Caixa Econômica Federal ao governo do Piauí fez com que o Karnak se movimentasse em busca de soluções. E elas chegaram por meio dos imóveis inativos, que devem ser disponibilizados para venda ou aluguel.

Ao todo, já foram identificados 130 prédios que deverão integrar o Plano de Desmobilização de Ativos Imobiliários, e que devem gerar ao governo uma receita estimada de R$ 300 milhões. Dinheiro que seria realocado para a Previdência estadual.

De fato, prédio público sem utilidade é um problema sob vários aspectos. Basta ver o que aconteceu ontem de madrugada no centro de São Paulo, com o desabamento de um edifício pertencente à União e que vinha sendo ocupado por moradores sem-teto. O imóvel fechado tende a se deteriorar ou a ser ocupado irregularmente, como o de São Paulo. Além de continuar gerando despesa para o poder público.

Resta saber somente se esses imóveis são, de fato, inservíveis e se não poderiam substituir alguns imóveis alugados pelo próprio estado para abrigar órgãos públicos, porque, nesse caso, não adiantaria fazer caixa agora e continuar com a despesa crescente de aluguel na conta do governo.