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Votação do fim do foro privilegiado é prova da lentidão do STF

A tirar pela agilidade com que o Supremo Tribunal Federal julga o fim do foro privilegiado, dá para imaginar porque a sociedade quer tanto que o julgamento dos beneficiados com essa prerrogativa seja limitado. A matéria está sendo votada desde o ano passado na Suprema Corte, já tendo sido interrompida por duas vezes. Ontem, quando finalmente seria concluída a votação... surpresa! Ficou faltando ainda um voto, justamente o do polêmico ministro Gilmar Mendes.

É exatamente essa morosidade no julgamento dos processos que tornou o STF conhecido como o paraíso dos políticos enrascados com a justiça. Eles sempre apostaram na lentidão para chegar à prescrição.

A proposta do ministro Luis Roberto Barroso é de que o foro se limite apenas a crimes praticados durante o mandato de senadores e deputados e relativos à atividade parlamentar. Mas o ministro Alexandre de Moraes defendeu a proposta de que sejam julgados no STF quaisquer crimes exercidos pelo parlamentar durante o seu mandato, independente da natureza do delito.

Pelo andar da carruagem, a proposta que deve prevalecer é a do ministro Luis Roberto, que já conta com sete dos onze votos. Um golpe a mais na impunidade que, ao longo dos anos, foi um incentivo a quem se vale do cargo que ocupa para ferir a lei.