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O que esperar da eleição presidencial deste ano

A corrida presidencial ainda está completamente nebulosa. O candidato com maior apelo popular, traduzido nas intenções de votos de todas as pesquisas eleitorais já divulgadas até agora, o ex-presidente Lula, continua preso, sem previsão de ser solto e enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

Até o início do ano, falava-se muito que o candidato da vez seria alguém fora dos quadros políticos, um outsider. Até agora, dois candidatos enquadrados nessa categoria já saíram de cena: Luciano Hulck e Joaquim Barbosa. Ambos alegaram motivos pessoais para afastarem-se do cenário da disputa eleitoral.

Uma outra corrente apontava que esta seria a eleição de um candidato de centro, longe dos radicalismos da esquerda e da direita. O ex-prefeito de São Paulo, João Dória, ensaiou um balão de ensaio, mas não decolou e deve apostar suas fichas na disputa pela sucessão da cadeira que até o mês passado era ocupada pelo governador Geraldo Alckmin( PSDB). Este, por sua vez, sonha em conquistar os votos dos candidatos de centro, mas as pesquisas ainda não lhe são favoráveis. Conta com o horário político gratuito para tentar reverter esse quadro.

Nos extremos, a briga segue, principalmente, entre Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL)  e Jair Bolsonaro (PSL). A esquerda tenta herdar os votos deixados por Joaquim Barbosa e Lula. Nessa disputa, encontra-se também Marina Silva ( Rede Sustentabilidade). Já Bolsonaro, investe na fatia considerável da população cansada com os índices de violência que não param de crescer de norte a sul do Brasil. São eleitores que não conhecem ou já esqueceram dos anos de chumbo da ditadura militar, quando não havia liberdade e, ao menor sinal de contestação, a tortura se impunha, impiedosa.

O futuro do Brasil está mais incerto que a previsão meteorológica em tempos de aquecimento global.