Cidadeverde.com

Vaquinha virtual é tentativa para tornar a campanha mais transparente

Começou a valer a partir de ontem o prazo para arrecadação de fundos para a campanha eleitoral por meio da internet, na modalidade conhecida por crowfunding, uma espécie de contribuição coletiva na qual os cidadãos se dispõem a colaborar financeiramente para o candidato da sua preferência. O colaborador terá que colocar o seu CPF, que será disponibilizado publicamente junto com a quantia ofertada, para que a doação seja transparente e do conhecimento de todos.

A Justiça Eleitoral permitiu esse tipo de arrecadação para compensar o fim da contribuição financeira das empresas, que levou a grandes esquemas de corrupção em um passado tão recente que ainda hoje ecoa com os desdobramentos da Operação Lava Jato. Na eleição presidencial de 2014, 75% das contribuições para os três principais candidatos ao Planalto vieram de grandes construtoras, do agronegócio, da indústria e de instituições financeiras.

Agora, o financiamento terá duas fontes principais: o Fundo criado com recursos das emendas parlamentares e com  o dinheiro da isenção das inserções da propaganda partidária nas emissoras de televisão abertas, que deixa de existir. Permanece apenas o horário eleitoral gratuito em período determinado pelo calendário eleitoral.

Com menos dinheiro para gastar, o Tribunal Superior Eleitoral estabeleceu um teto para as despesas de campanhas. No caso da campanha presidencial, o limite máximo é de R$ 70 milhões no primeiro turno, e R$ 35 milhões no segundo turno. Para quem ainda acha muito, é só lembrar que na eleição passada, a candidata vitoriosa, Dilma Rousseff, declarou ter gasto em sua campanha a quantia de R$ 350 milhões. Quanto menor a participação do capital no processo eleitoral, mais democrático se torna o pleito.