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Terminal de Petróleo está com capacidade máxima de armazenamento

A Prefeitura de Teresina deve entrar hoje  com uma ação tutelar de urgência na Justiça Federal para assegurar  o uso das forças de segurança, inclusive o Exército, se for o caso, para desobstruir a entrada do terminal de petróleo na capital. Mesmo após o pronunciamento do presidente Michel Temer, ontem à noite, autorizando a redução de R$ 0,46 no litro do óleo diesel por 60 dias e uma política de reajustes mensal, e não mais diária, a entrada do terminal continua bloqueada, agora por motoristas de aplicativos.

Em reunião realizada ontem, os proprietários dos postos de combustíveis afirmaram que o terminal de petróleo encontra-se com a capacidade máxima de armazenamento e que há lá um milhão de litros de combustíveis, mas os caminhões que já estão abastecidos, pronto para fazer a entrega, não conseguem sair.

O Prefeito Firmino Filho também realizou ontem, no final da tarde, uma reunião com a equipe de gerenciamento de crise e assinou um decreto de emergência, que deve ser publicado ainda hoje no Diário Oficial. O Prefeito disse que os serviços essenciais estão garantidos na capital e que até mesmo as aulas das escolas da zona rural estão mantidas porque ainda há combustível nos ônibus que fazem o transporte escolar.

A preocupação maior está com as empresas que fazem o transporte urbano coletivo. Elas já estão circulando com a frota reduzida. Os supermercados também estão sofrendo com o desabastecimento, especialmente nos hortifrutigranjeiros e frios. As universidades e algumas escolas particulares também suspenderam as aulas nesta segunda-feira. Ou seja: a greve já deu o que tinha que dar. O país não pode ficar refém de uma categoria por mais de uma semana, com prejuízos acentuados na economia, saúde e educação.