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A conta chegou para você, caro contribuinte.

A conta para o bolso do contribuinte chegou junto com o fim da greve dos caminhoneiros. A concessão feita pelo governo federal para que as estradas fossem desbloqueadas e o fluxo das rodovias voltasse à sua normalidade implica um ônus pesado a ser pago por cada um dos brasileiros que aqui vivem, trabalham, pagam impostos ( pesados) e muito pouco recebem de volta.

Para compensar o desconto de R% 0,46 no litro do diesel, o governo cortará R$ 3,4 bilhões nas área de saúde, educação e transportes. Exatamente em áreas essenciais para o desenvolvimento social do país e onde concentram-se enormes carências. Com isso, o prejuízo recai justamente para a ponta mais frágil da sociedade, aquela que não pode pagar os altos custos da medicina privada, ou matricular o filho em um colégio particular.

Para completar, uma parte do prejuízo vai ser dividido com as empresas de exportação. Já é difícil empreender no país, por uma série de fatores, a exemplo da insegurança jurídica, do peso burocrático e, sim, da pesada carga tributária, que deixam nossas empresas em condição de desvantagem competitiva com relação a outros países. Pois as empresas exportadoras terão agora um custo a mais.

Em momentos de crise ou de estabilidade, não se ouve falar em cortes na máquina pública, um mastodonte inchado para abrigar interesses políticos, na maioria das vezes,  escusos. Tampouco se fala em suprimir ou, pelo menos, reduzir privilégios da alta casta do Executivo, Legislativo e Judiciário. Estes continuam a desfrutar de uma série de benefícios sob a forma de auxílios com os mais esdrúxulos motivos, como auxílio moradia, auxílio paletó, auxílio correios e por aí vai.