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A quem interessa adiar a privatização da Eletrobrás?

Ainda não será dessa vez que a Eletrobrás-PI será privatizada. Uma decisão da Justiça do Trabalho suspendeu o processo que levaria a empresa para as mãos da iniciativa privada, atendendo a uma ação movida por sindicatos. Antes de fechar qualquer negócio, as empresas terão de apresentar um estudo sobre o impacto nos contratos de trabalho.

Esse processo já vem se arrastando há um bom tempo, adiando ainda mais a agonia de contribuintes e consumidores que sustentam uma empresa pesada e ineficiente, se avaliada pela qualidade do serviço prestado.

No caso da Eletrobrás-PI, particularmente, ao longo dos anos, a empresa foi inchando com uma avalanche de empregos concedidos mediante indicação política, pagando altos salários e investindo muito pouco na expansão e modernização da rede elétrica. Resultado: ficou conhecida, pejorativamente, como Eletrobreu, tamanha a frequência com que deixa os consumidores no escuro.

Agora, com a possibilidade da privatização, acende-se uma luz de esperança de que a empresa vencedora irá investir na qualidade do serviço prestado. Serviço, aliás, imprescindível para o desenvolvimento econômico do estado. Para isso, deverá administrar baseada nos mais modernos conceitos de gestão, o que assusta os sindicatos. Enquanto isso, a população espera, ansiosa, pelo dia em que não precisará mais correr atrás de velas ao menor sinal de chuva no céu de Teresina.