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Maioria no eleitorado é minoria nos cargos públicos

No Piauí, as mulheres são maioria, tendência que se reflete no eleitorado. Os dados de 2016 do Tribunal Superior Eleitoral mostram que o número de eleitoras no Estado é de 1.228.237, que corresponde a 51,54%, enquanto os eleitores somam 1.154.081, ou 48,43% do total de votantes. Ainda assim, elas são minoria absoluta quando se trata de cargos eletivos.

Por muito tempo, a política foi um feudo machista, reservado apenas aos homens, a fatia da população que trabalhava, pensava e, sobretudo, mandava. Ao longo do tempo, porém, a mulher foi saindo do casulo e expondo suas opiniões, ideias, valores e talentos. Primeiro, conquistou o direito ao voto. Agora, não só quer, como merece mais. Merece ser votada.

Mas, no Piauí, como no resto do Brasil, essa conquista ainda é incipiente. Poucas são as mulheres que chegaram ao parlamento. No entanto, as mulheres estão decidindo a compra do carro, da casa, dos investimentos financeiros e, consequentemente, também querem poder de mando no Executivo.

Nas chapas majoritárias, pouco se fala em participação feminina. Hoje, a vice-governadora é uma mulher, a advogada Margareth Coelho, que já não disputará o mesmo cargo. Vai concorrer a uma vaga na Câmara Federal, depois de o governador Wellington Dias declarar que o PP só contaria com uma vaga na sua chapa, no caso, a do senador Ciro Nogueira.

Duas mulheres estão colocadas como pré-candidatas ao governo do Estado, mas sem apresentarem candidaturas competitivas. São as professoras  Luciane Santos (PSTU) e Sueli Rodrigues(PSOL). O deputado Luciano Nunes (PSDB) diz que vai procurar uma mulher para ocupar o cargo de vice na sua chapa, de olho nesse eleitorado feminino que quer se ver representado. As eleitoras esperam contar com representantes de seus pleitos no Executivo e no Legislativo.