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Só nos resta chorar os mortos

Mais um piauiense se foi. Ontem, foi o Marcelo. Hoje, pode ser o João, o Pedro, a Maria, qualquer um que esteja na linha de frente de um bandido. E nem precisa andar sozinho por ruas escuras durante a madrugada, em situação que alguém poderia chamar  de“comportamento de risco”. O risco está presente no simples fato de estar vivo. O empresário Marcelo Henrique se encontrava em frente à academia da qual era proprietário e onde trabalhava honestamente, todos os dias. O crime foi às 16h, na Av. Gil Martins, uma via movimentada.

Chegamos a tal ponto de insegurança, que sair de casa para o trabalho ou qualquer outra atividade, seja de manhã, à tarde ou à noite, tornou-se extremamente perigoso. As pessoas estão ficando cada vez mais amedrontadas, com medo da sombra que passa ao lado. E não é para menos. Todos os dias, cidadãos de bem são assassinados banalmente, em total afronta à segurança pública, que nunca foi tão insegura como agora.

Com medo, as pessoas estão ficando reclusas e evitam lugares públicos. Preferem perder qualidade de vida à perder a própria vida. Os bandidos, ao contrário, agem com total liberdade  e desenvoltura, certos de que nenhuma força irá detê-los e, se por azar, forem presos, não demorarão muito tempo atrás da cela. A lei, afinal, sempre acha uma brecha para colocá-los na rua outra vez, reiniciando o ciclo de violência que parece não ter fim.