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Governador surpreende MDB

Esta é uma semana de definições na política piauiense. Pouco a pouco, o Governador Wellington Dias vai anunciando sua chapa, ao agrado do PT, e não sem alguns arranhões entre os aliados. Desde que tomou posse, em 2015, a vice-governadora Margareth Coelho vinha se empenhando para continuar a ocupar a mesma vaga durante a disputa pela reeleição do governador, com o apoio do presidente do PP, senador Ciro Nogueira, que não mediu esforços em trazer recursos para a gestão de Wellington.

Ao final, o governador valeu-se do argumento de que, a cada partido, caberia apenas uma vaga na chapa majoritária, o que, automaticamente, colocaria Margareth de escanteio. O PP engoliu seco e disse que iria continuar apoiando o governo. Ontem, foi a vez do chefe do Executivo  comunicar ao deputado Themístocles Filho que a vaga de vice também não seria dele, como sonhava o MDB.

Para atender a uma pressão do próprio PT, Wellington achou por bem acomodar a senadora Regina Sousa como vice na sua chapa. Com os resultados apontados nas pesquisas até agora, era difícil a senadora disputar uma vaga para a Câmara Alta. ( Regina aparece em sexto lugar, com 5,8% das intenções de voto, segundo Instituto Opinar).

O governador terá pela frente a tarefa de juntar os cacos e acalmar os ressentimentos deixados ao longo do processo. Hoje, as atenções se voltam para saber qual será a posição do MDB depois da reunião de ontem à noite no Karnak.  Apesar da sua inegável vocação governista, os deputados saíram visivelmente decepcionados da reunião com o governador. Se esse sentimento é forte o suficiente para levar o partido para a oposição é difícil prever.

 

Otimismo

O fato é que o governador se sente inteiramente à vontade para mexer as peças do tabuleiro político como quer, confiado nas pesquisas eleitorais que o colocam em franca vantagem diante dos adversários. O resultado da pesquisa Opinar, divulgado ontem pela TV Cidade Verde, deixa isso bem claro. Com uma discreta oscilação negativa de três pontos percentuais ( que pode estar dentro da margem de erro) , o governador mantém a dianteira com folga, navegando em 47,69% das intenções de voto.  O segundo colocado, o tucano Luciano Nunes aparece com discretos 7,21%.

A certeza de uma reeleição tranquila está deixando o governador com coragem para enfrentar os aliados e arrumar tudo do seu jeito.  Mas, uma coisa é o apoio incondicional de uma base com expectativa de poder; outra, é o comportamento dessa mesma base depois da frustração de ser colocada de lado. Pode até compor o mesmo palanque, porém sem o mesmo empenho.