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A natureza do MDB é ser governo

O documento do MDB encaminhado ao governador Wellington Dias, sustentando o apoio ao nome do Deputado Themístocles Filho à vaga de vice-governador na chapa da situação, foi mais uma saída honrosa para o presidente da Assembleia do que qualquer outra coisa. Uma espécie de conforto psicológico ao deputado, que contava como certa a sua dobradinha com o governador. Os emedebistas sabem que a chapa já está decidida e nela não há espaço para Themístocles.

Os planos do governador, já pensando em 2022, são o de deixar alguém da sua extrema confiança no Karnak para pavimentar a eleição do seu sucessor. Nos bastidores, já se fala no nome da primeira dama, deputada Rejane Dias, coisa que só o tempo irá confirmar, até porque ainda faltam quatro anos.

O MDB, não obstante a surpresa com que foi tomado na noite de terça-feira, deve acabar se acomodando na sombra do governador, como bem calculou Wellington. Afinal, há muito, o partido desaprendeu a ser oposição. E os deputados, mesmo os que assinaram o documento de apoio a Themístocles, estão mais preocupados em assegurar  a sua reeleição para a Assembleia. Assim funciona a política no Piauí: manda quem pode, obedece quem não quer correr o risco de ficar fora do jogo.