Cidadeverde.com

As conveniências partidárias ditam as regras

O MDB, como previsto, engoliu seco , apesar da decepção de ver o presidente da Assembleia Legislativa, Deputado Themístocles Filho, alijado da chapa majoritária do governo,  e segue junto com o bloco de Wellington Dias rumo à eleição no dia 7 de outubro. Pesou na decisão o fato de que o partido não se preparou para partir sozinho na disputa pelos cargos proporcionais. Os candidatos a deputado estadual fizeram as contas e viram que, sem o chapão, perderiam cadeiras na Assembleia. O instinto de sobrevivência falou mais alto.

Lá atrás, o presidente do Conselho Nacional do SESI, João Henrique de Almeida Souza, abriu mão da sua candidatura ao governo do estado para que o MDB ocupasse a vaga de vice-governador na chapa de Wellington Dias, com perspectiva real de poder em 2022. O partido acabou ficando sem a candidatura ao governo e sem a vaga de vice.

Como prêmio de consolação, Themístocles acertou a candidatura a deputado federal do filho dele, Marcos Aurélio, para ocupar a vaga deixada em aberto pelo deputado Marcelo Castro, que vai concorrer ao senado. Com seu jeito manso de ser, o governador Welllington Dias acabou fazendo tudo como queria. Aos aliados, coube um resignado sim.