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Ministros do STF podem ter aumento de 16%

Atenção, brasileiros!  Hoje, a partir das 18h, o Supremo Tribunal Federal irá retomar a discussão sobre o aumento salarial para os ministros da Corte, com efeito em cascata sobre todo o judiciário, poder que se julga mais merecedor que os demais.  Nove associações de juízes e procuradores assinaram ofício encaminhado ao Supremo pedindo que seja aprovado o aumento de 16,3% para os ministros. A inflação oficial do ano passado foi de 2,95%, mas os juízes alegam estar há vários anos sem reajuste.

Como se sabe, o salário dos ministros do STF define o teto salarial dos servidores públicos federais. Hoje, um ministro do Supremo recebe R$ 33,7 mil. Mas há ainda outras vantagens, como o auxílio moradia que, sozinho, soma R$ 4.3 mil. Caso o aumento seja autoconcedido, embora precise ainda passar por aprovação no Congresso, o salário dos senhores magistrados seria elevado  para R$ 39,1 mil.

Pode até parecer pouco para um ministro da mais alta Corte de justiça do país. Mas olhemos para a realidade brasileira: o país amarga a estatística de 13,2 milhões de desempregados, segundo o IBGE; as contas públicas estão no vermelho; o Brasil está praticamente na bancarrota; o governo já está cortando dinheiro do setor de pesquisa e até de programas sociais para tentar ajustar a contabilidade. Conceder um aumento de 16% por cento agora a uma categoria só servirá para aumentar o fosso social existente entre uma elite encastelada em Brasília, que goza de uma série de benefícios e privilégios, e o restante da população que sua de manhã à noite para pagar esses privilégios, mas que, ao chegar a casa, não tem dinheiro sequer para pagar a conta de luz.

Vivemos, de fato, um país de desigualdades. Não precisamos que os ministros protagonizem mais essa bolha de salários distanciados da realidade brasileira. Para concluir: o Conselho Nacional de Justiça revelou que o gasto médio com um juiz é de R$ 47,7 mil/mês.