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As mágoas vão rolar

Os ressentimentos acumulados pelo MDB e PP após o anúncio oficial da chapa do governador Wellington Dias começam a se materializar na forma da adesão de políticos dessas legendas aos candidatos da oposição. Tanto o Dr. Pessoa ( Solidariedade), como Luciano Nunes (PSDB) apresentam diariamente nomes de vereadores, prefeitos e ex-prefeitos que estão apoiando as duas candidaturas, embora seus partidos estejam coligados com o PT. Isso sem falar nos que estão guardando silêncio, mas não pedem votos nem devem votar no atual governador, embora estivessem ao seu lado até bem pouco tempo.

Esta reação já era de se esperar. Para manter a base unida em torno de si por mais tempo, o governador Wellington Dias alimentou até o último instante a esperança do PP e do MDB de que teriam assento na chapa majoritária, na vaga de vice-governador. Os dois partidos criaram expectativas que se desmoronaram já nos últimos minutos do segundo tempo. A frustração decorrente dessa decepção gerou uma mágoa difícil de ser digerida, ainda que, oficialmente, seus representantes digam que tudo foi assimilado, e que apareçam juntos com a chapa governista.

Os dois partidos que integram a base do governo sentiram-se traídos e agora têm dificuldade de seguir pedindo votos em seus redutos. O MDB aceitou calado por conta  da formação do chapão, que favorece os candidatos que disputam uma vaga na Assembleia. O senador Ciro Nogueira também minimizou publicamente o escanteio do nome da atual vice-governadora Margarete Coelho, em nome da sua própria reeleição ao senado. Mas que as arestas ficaram, ficaram. Se isso será suficiente para comprometer a reeleição do governador, só as urnas dirão.