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Candidatos entram em campo, com algumas restrições.

Passada a ressaca do aniversário de Teresina, os candidatos caem em campo, literalmente, a partir de hoje em busca de votos, embora, oficialmente, a propaganda esteja liberada desde ontem. Agora, de forma mais civilizada e em defesa do patrimônio público, já não é mais permitida a afixação de cartazes em postes, nem a colocação de cavaletes nos canteiros das avenidas, tampouco jogar panfletos pelas ruas, sujando a cidade. Os outdoors também estão proibidos.

Os candidatos terão de trabalhar de forma mais criativa e responsável para tentar obter os votos dos eleitores piauienses, especialmente os dos indecisos ( 17,65%) e dos que têm a intenção de votar em branco ou anular o voto ( 16,54%), que, juntos, somam 34,19%, segundo pesquisa do Instituto Opinar, divulgada quarta-feira pela TV Cidade Verde. Os que ainda não escolheram um candidato ou não têm intenção de fazê-lo representam mais de um terço do eleitorado, o que significa mais que a soma dos votos da oposição e  pode ajudar a definir a eleição.

As regras impostas pela Justiça Eleitoral permitem a realização de caminhadas, carreatas, comícios, mas sem a distribuição de brindes, ou a realização de shows, como ocorria no passado. A intenção é diminuir os gastos com a campanha, para tentar restringir o abuso do poder econômico, que põe em desigualdade de chances candidatos com mais recursos, embora a criminosa prática da compra silenciosa de votos continue a acontecer. Mas, aí, já cabe ao eleitor não concordar com o comércio de votos e, mais do que isso, denunciar ao Ministério Público ou ao próprio Tribunal Regional Eleitoral.

É sempre bom lembrar que a compra de votos prevê punição tanto para quem paga como para quem recebe o dinheiro, bem ou vantagem, porque, afinal, não há corrupção se uma das partes não é beneficiada. A captação ilícita de sufrágio é uma praga que corrói a democracia e desencadeia todo o esquema de corrupção depois que o candidato é eleito.