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Uma eleição marcada por traições e incertezas

Quem imaginava que as chapas estavam fechadas após o período das convenções partidárias errou feio. Em uma das campanhas mais marcadas pela indefinição e a incerteza, a troca de nomes continua acontecendo a todo instante, faltando apenas  47 dias para o primeiro turno das eleições.

Depois do anúncio do deputado federal Rodrigo Martins (PSB) de que não iria mais disputar  a reeleição, cedendo a vaga para o vereador Daniel Soares, de Campo Maior, as desistências continuam. O segundo suplente do candidato Marcelo Castro, que concorre a uma vaga para o senado pelo MDB, José Rodrigues também resolveu jogar a toalha. A renúncia já foi homologada pela Justiça Eleitoral. No lugar dele, assume a ex-vereadora Rosário Bezerra (PT), mulher do secretário Antônio Neto.

No caso de Rodrigo Martins, ele alegou motivos pessoais e familiares e comunicou que vai coordenar a campanha do tucano Luciano Nunes ao governo do estado. Pelo visto, a eleição deste ano não será nada fácil. E os candidatos estão percebendo isso a tempo de não entrarem em uma canoa furada, como costumam dizer os pescadores do Poty.

Esta é mesmo uma eleição delicada. Os arranjos mirabolantes feitos para formar as chapas majoritárias levaram a composições esdrúxulas, colocando lado a lado, no mesmo palanque, pessoas que apenas se suportam publicamente, mas que não votam uma na outra. Há casos até de candidatos de uma mesma coligação pedindo votos deliberadamente para outra chapa. Na hora de costurar alianças, nem sempre os cabeças de chapa se preocupam em procurar uma linha que possa amarrar todos os retalhos com a mesma consistência e o resultado é que o tecido começa a se esgarçar muito antes do dia da votação. É o que está acontecendo agora.