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O candidato robô e a guerrilha virtual

O uso da internet nessas eleições tem sido amplamente discutido por profissionais de mídia, políticos e eleitores. De fato, sua força é inegável. Praticamente, toda a população brasileira, especialmente a dos grandes centros urbanos, está conectada e, portanto, com acesso a um número ilimitado de informações, o que é muito bom para o processo democrático. Afinal, quanto mais bem informados, mais chances de acertarmos nas nossas escolhas.

O problema é que nem tudo que circula na rede é confiável. A manipulação de informações, o uso de robôs e a apropriação de dados dos internautas para propaganda manipulada já demonstraram o efeito que podem causar no resultado de uma eleição. É só olhar o exemplo do que aconteceu nas eleições para presidente dos Estados Unidos ou no plebiscito do Brexit, que tirou o Reino Unido da União Europeia.

Aqui no Brasil, a guerrilha virtual já é vista desde a eleição passada. Muitos robôs e perfis falsos, que se escondem no anonimato, disseminam informações mentirosas, seja para beneficiar um candidato, seja para desqualificar o adversário. Elas costumam ser apelativas e agressivas, também.

Portanto, o eleitor precisa ter cuidado com o que lê na internet, especialmente nas redes sociais. Nem tudo é verdadeiro. As chamadas fake news, ou notícias falsas, estão se proliferando como erva daninha nesse período e devem crescer ainda mais até o final da campanha. Ao ler manchetes espetaculares nas redes, desconfie, procure confirmar a informação em um site de credibilidade, ligado a um veículo de comunicação respeitável. Se não estiver lá, é fake.