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Redes sociais podem ser uma fria

Por ser ainda uma ferramenta nova, as mídias sociais podem ter seu uso aproveitado para o bem ou para o mal. As regras nesse território ainda não são suficientemente claras e, por isso, acabam virando um território livre para disseminação de todo tipo de ideia. Toda essa liberdade acabou provocando distorções de grande repercussão, como no caso  do escândalo com a Cambridge Analytica, que influenciou o resultado do plebiscito do Brexit, com a consequente retirada do Reino Unido da Comunidade Europeia.

De olho nesse e em outros exemplos, a legislação eleitoral brasileira resolveu definir normas para o uso das redes sociais, já válidas para as eleições deste ano.  Os candidatos não podem pagar para divulgar anúncios ou promoção de campanha nas redes sociais. O que é permitido legalmente é o impulsionamento da propaganda claramente identificada como tal, inclusive com o CNPJ de quem a patrocinou.

Neste final de semana, a disputa política entrou em evidência nesse universo digital com uma explosão de tweets publicados por influenciadores digitais para promover os candidatos do Partido dos Trabalhadores, entre eles o governador do Piauí, Wellington Dias, que está disputando a reeleição.

Em pouco tempo, o nome do governador piauiense estava nos trending topics ( assuntos mais vistos e comentados na rede social twitter), com influenciadores de outros estados enaltecendo a administração local. Junto com Wellington, eram incensados, também, os nomes de outras estrelas petistas, como o da senadora Gleisi Hoffmann. A estratégia nacional do Partido não caiu bem. Logo foi revelada que se tratava de propaganda paga nas redes sociais, o que é proibido pela legislação. A campanha de Wellington fez questão de esclarecer que não participou dessa ação, mas o estrago já estava feito.

O alerta vale tanto para os marketeiros, que precisam ter mais cautela na ânsia de promover os seus clientes, como para os internautas que, em época de eleição, mais que em qualquer outra época do ano, devem olhar tudo com desconfiança para não caírem no conto do vigário virtual.