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Unidades de Saúde podem parar por falta de segurança

Como se não bastasse a insegurança que assola as ruas de Teresina, a violência chegou a locais, antes, improváveis: escolas e unidades de saúde. A situação tornou-se insuportável, ao ponto de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem realizarem uma manifestação hoje em frente à Fundação Municipal de Saúde. Os profissionais estão com medo de ir para o trabalho, e com justificada razão.

Só esta semana, já houve dois casos de violência nas UBS. Na segunda-feira, um servidor da Unidade que fica no Portal da Alegria, zona sul da cidade, levou dois tiros durante um assalto ao local. Ontem, mais uma tentativa de assalto, desta vez, na Unidade de Todos os Santos. Os funcionários conseguiram impedir a ocorrência, mas foram ameaçados pelos bandidos.

Dezesseis Unidades de Saúde já foram assaltadas, algumas mais de uma vez, deixando pacientes e servidores em pânico. O presidente da Fundação Municipal de Saúde, Sílvio Mendes,  chegou a declarar que apoia a decisão dos servidores de suspender o atendimento em algumas UBS por conta da falta de segurança.

Se isto acontecer, a população pobre será penalizada duas vezes, pois ficará sem segurança e sem saúde, dois serviços essenciais da administração pública. Não dá para aceitar como  normal uma situação que é típica de países em guerra. Se não há garantia de paz, estudantes não podem estudar, trabalhadores não podem trabalhar e pacientes não podem se tratar. Um verdadeiro caos causado pela violência que está tomando conta do Estado.