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O desastre do ensino médio no Brasil

“O ensino médio brasileiro é um desastre”. A frase não foi dita por nenhum candidato de oposição à Presidência da República, mas pelo próprio ministro da educação, Rossieli Soares, ao anunciar o resultado do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), relativo ao ano de 2017, envolvendo escolas públicas e privadas.

De acordo com os dados do MEC, mais de 70% dos alunos apresentam desempenho insuficiente nas competências adquiridas em português e matemática, duas disciplinas básicas e indispensáveis para qualquer carreira que os jovens avaliados desejem seguir no futuro. Ao concluir o terceiro ano do ensino médio, os alunos brasileiros não conseguem realizar tarefas simples de identificação e interpretação de texto, bem como de operações elementares da matemática.

É claro que o problema se agrava quando se faz o recorte para as escolas públicas. Neste caso, apenas 0,6% dos alunos alcançaram desempenho adequado na Língua Portuguesa; e só 1,3%, em matemática. Um desempenho pífio, que compromete a competitividade desse jovem no mercado de trabalho que ele terá que disputar daqui a alguns anos.

Sem educação de qualidade, o país está fadado a permanecer atolado no subdesenvolvimento. O conhecimento, a pesquisa, a inovação, tão necessários ao progresso da Nação,  só nascem em um ambiente em que crianças e adolescentes apresentam um bom desempenho escolar.  Se nossos jovens continuam frequentando a escola e concluindo o curso sem aprender  sequer o elementar, nosso futuro já nasce amarrado ao passado.