Cidadeverde.com

Cabe tudo no palanque eletrônico

A campanha eleitoral entrou em uma nova etapa, desde a última sexta-feira, quando começou a veiculação do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão.  É o momento do palanque eletrônico, por meio do qual os candidatos podem falar diretamente com  o eleitor, apresentando seus nomes e propostas, quando estas existem, ou ainda, atacando o adversário. Tudo isso faz parte do jogo.

É bem verdade que a desigualdade do tempo destinado a cada um provoca situações inusitadas, como em certos casos em que o candidato mal abre a boca para dizer o nome e o número. Há também alguns episódios hilários. Para protestar contra o pouco tempo de que dispõe,  o candidato Quem-Quem, que disputa uma vaga ao senado, apareceu amordaçado, pronunciando ruídos indecifráveis.

Se pararmos para observar o programa eleitoral, veremos de tudo. De apresentações cômicas de quem nem consegue se expressar direito, aos que prometem uma realidade que não se encontra sequer na Suíça. Há ainda os que pregam que a única saída possível é a revolução. E há, também, os que fazem questão de se apresentar como candidatos ficha limpa, o que é desnecessário, já que esta é uma condição básica para que possam concorrer, de acordo com a legislação eleitoral.

Bem mais interessante, portanto, é o debate eleitoral, oportunidade em que a fala de um candidato pode ser questionada por outro, quando há exagero ou mentira nas declarações feitas na tentativa de conquistar o voto dos indecisos, o que,  aqui no Piauí, somados aos dos que não estão propensos a votar em candidato algum, chegam a mais de 30%. O debate também traz à tona as incoerências e contradições de cada um. Com o encurtamento do tempo de campanha, esta é uma oportunidade imperdível para os que ainda não sabem em quem votar e estão à procura do nome certo para confirmar na urna.