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O candidato favorito no primeiro turno é também o mais rejeitado

A pesquisa Ibope divulgada ontem à noite traz alguma luzes sobre o cenário político para as eleições deste ano. Na pesquisa realizada já sem o nome do ex-presidente Lula,  o provável candidato do Partido dos Trabalhadores, Fernando Haddad, já desponta com 6%, praticamente colado no candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, que apesar de estar oficialmente em campanha desde o início, ainda patina nos 9%. Jair Bolsonaro, do PSL, mantém a liderança com 22%, seguido por Marina (Rede), com 12%, que tem o mesmo percentual de Ciro Gomes PDT). Esses são os números para o primeiro turno da eleição, no dia 7 de outubro.

Visto assim, até parece que a eleição tem contornos já definidos e que o grande vitorioso seria o capitão Bolsonaro. Mas outras informações, igualmente relevantes, mostram uma realidade diferente. E uma delas é o índice de rejeição dos candidatos, ou seja, o eleitor é pesquisado em qual ( ou em quais) candidato (s) não votaria de forma alguma. E, nesse questionário, o mais rejeitado é justamente Bolsonaro. 44% dos eleitores entrevistados disseram que não votariam no candidato do PSL, o que significa dizer que ele tem um teto para crescimento, a partir do qual para de subir porque esbarra na rejeição. Na sequência , vem Marina, com 26% de rejeição; Haddad, com 23%; Alckmin com 22% e Ciro, com 20%.

Observe que os candidatos mais bem posicionados quanto à intenção de votos no primeiro turno são também os que apresentem maiores índices de rejeição dos eleitores. Parece uma contradição, mas mostra apenas que eles possuem um eleitorado fiel, porém limitado, sem muito potencial de crescimento.

Quando a pesquisa aponta para o cenário do segundo turno, com várias simulações possíveis, o candidato favorito no primeiro perde para quase todos, à exceção de Haddad, com quem apresenta empate técnico. Veja os números: Ciro 44% X 33% Bolsonaro; Alckmin 41% X 32% Bolsonaro; Marina 43% X 33% Bolsonaro; Bolsonaro 37% X 36% Haddad. Portanto, tudo leva a crer que o capitão até pode chegar ao segundo turno, mas não leva a faixa presidencial.