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Em busca dos indecisos

A quatro semanas da eleição, candidatos entram na reta final, que será decisiva para definir o pleito no próximo dia 7 de outubro. Este ano, as eleições apresentam uma característica diferente, com menos tempo de campanha, e com as restrições impostas pela justiça eleitoral, não há tanta movimentação nas ruas. É uma campanha, por assim dizer, silenciosa.

Os embates estão acontecendo mesmo nos debates veiculados nas emissoras de TV. Agora, começa a temporada do vale-tudo. No cenário nacional, a campanha ganhou uma conotação dramática com o atentado sofrido pelo líder nas pesquisas, Jair Bolsonaro. As atenções estão voltadas para ele. Primeiro, para acompanhar sua recuperação, já que o golpe foi profundo. Segundo, para saber como a população vai reagir a esse ataque. O candidato não se afastou da campanha pelo fato de estar internado, mesmo que seu estado de saúde ainda inspire cuidados. Ao contrário, Bolsonaro e seus companheiros estão midiatizando a sua enfermidade a um nível abusivo até, para quem ainda corre risco de infecção.

Com isso, ele tenta sensibilizar a opinião pública e colocar-se como um mártir que expôs a vida e deu o sangue em defesa do restabelecimento da ordem no país. Além disso, ganhou uma trégua momentânea dos adversários que, em respeito ao seu estado de saúde, suspenderam as propagandas mais ofensivas contra ele. É bem possível, portanto, que se beneficie com o episódio.  Aliás, episódio lamentável, porque feriu a própria democracia, quando tirou o embate do campo das ideias para o da violência.

Aqui no Piauí, os candidatos ao governo estão se desdobrando para percorrer o Piauí em busca dos eleitores indecisos, que ainda são muitos. Muitas variáveis pesam na cabeça do eleitor que ainda não decidiu o seu voto. Assim como os demais brasileiros, os piauienses estão desencantados com a política e precisam de bons argumentos para confiar o voto a alguém.