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Indefinição marca cenário, a menos de um mês da eleição.

O Datafolha apresentou um cenário de indefinição na pesquisa apresentada ontem à noite, a menos de um mês da eleição. Parte dessa incerteza é provocada pelo ex-presidente Lula, que insiste em segurar a candidatura do Partido dos Trabalhadores em suas mãos, embora o Tribunal Superior Eleitoral já tenha lhe negado o registro pelo fato de ele estar enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

O prazo para o PT apresentar o substituto de Lula na corrida presidencial termina hoje. E, até que isso aconteça, Haddad permanece como um fantasma entre os eleitores. Ainda assim, na condição de sombra do grande líder petista, já abocanha 9% das intenções de voto, segundo o Datafolha.

O crescimento de Jair Bolsonaro (PSL) não foi tão grande como esperavam os seus correligionários, após o atentado sofrido pelo candidato na última quinta-feira. Os mais próximos tentaram midiatizar de todas as formas a enfermidade do candidato, comprometendo até mesmo a recuperação da sua saúde, ao transformarem a UTI em uma cabine eletrônica, com a produção de fotos e vídeos de Bolsonaro,  ainda em estado debilitado por conta da facada que levou na região do intestino.

Mesmo assim, a rejeição a Bolsonaro é a maior de todas, chegando a 43%. Isso significa que o candidato tem um teto para crescimento, que esbarra no contingente de eleitores que declararam que não votam nele de forma alguma. Em segundo lugar, aparecem embolados, nessa ordem, Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT). Marina sofreu uma queda acentuada, que foi bem aproveitada por Ciro, o candidato que vem ocupando o campo da esquerda, já que o candidato petista não recebeu ainda a autorização de Lula para assumir a campanha.

Como faltam menos de 30 dias para a eleição, pode sobrar pouco tempo para Haddad se tornar conhecido em todo o país, levando em conta que, com Lula preso em Curitiba, seu poder de transferência de votos fica comprometido.