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Candidatos brigam pelo dinheiro do Fundo de Campanha

O Fundo Especial de Financiamento de Campanha, criado para substituir o financiamento de empresas privadas a campanhas eleitorais, entrou em vigor este ano e, como previsto, já causa confusão dentro dos partidos políticos. Financiado pelo dinheiro do distinto contribuinte, ou seja, nós, eleitores, o valor total chega a R$ 1,7 bilhões, divididos entre os partidos de acordo com sua representação no Congresso.

Para que o dinheiro seja liberado, as agremiações partidárias precisam definir as regras de distribuição entre os candidatos, aprovadas previamente pela maioria dos integrantes da direção nacional. Na prática, essas regras são elaboradas apenas para atender a uma exigência legal, determinada pelo TSE..

O que está acontecendo, de verdade, é que os diretórios nacionais estão destinando o dinheiro de acordo com o seu bel-prazer, na maioria das vezes, beneficiando amigos mais próximos da cúpula do partido, que disputam a eleição pelos estados mais ricos da nação.

Aqui no Piauí, o candidato a deputado federal Jorge Lopes (Solidariedade) já entrou com um Mandado de Segurança no TSE e uma representação junto ao Ministério Público Eleitoral, questionando por que, até agora, não recebeu um centavo sequer do partido para realizar sua campanha, apesar de se enquadrar em todos os critérios definidos pela sigla.

De acordo com o candidato, contemplada mesmo, por enquanto, só a candidata Major Elisete, por se beneficiar do valor mínimo dos 30% que devem ser destinados às mulheres. O próprio candidato ao governo, Dr. Pessoa, teria recebido somente R$ 200 mil, ainda segundo Jorge Lopes. O candidato denuncia a discriminação sofrida, mais uma vez, pelos estados menores

Na distribuição nacional, os partidos que receberam mais recursos foram: MDB ( R$ 230 milhões); PT (R$ 212 milhões); e PSDB (R$ 185 milhões). Ao Solidariedade, coube R$ 40 milhões.