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O que esperar da gestão de Toffoli no STF

Até pouco tempo atrás, quase ninguém falava em Supremo Tribunal Federal. O cidadão comum sequer conhecia os nomes dos ministros que compõem a Corte máxima da justiça brasileira. Até que veio o mensalão e, depois, o petrolão. Para completar, o Congresso entrou em um vácuo de poder, deixando de exercer seu papel de legislar para dedicar-se às negociatas nada republicanas ou para salvar a própria pele dos parlamentares dos muitos inquéritos em que a maioria deles está envolvida.

Agora, o STF assumiu um protagonismo na vida brasileira como jamais visto na história desse país. As discussões travadas em seu plenário são acompanhadas em tempo real, muitas delas apimentadas por acaloradas discussões entre seus integrantes.

Hoje, mais uma vez,  a atenção dos brasileiros se volta para a Suprema Corte, a fim de acompanhar a posse do ministro Dias Toffoli na presidência da Casa. Muitos questionamentos cercam a sua futura gestão, que se acumula com a presidência do Conselho Nacional de Justiça, por um período de dois anos.

Dias Toffoli é o mais novo dos ministros, com apenas 50 anos. No seu currículo consta o trabalho como advogado do Partido dos Trabalhadores, o que o levou a ser nomeado para o STF pelo então presidente Lula, hoje preso em Curitiba por conta da Operação Lava Jato. No julgamento do mensalão, votou pela absolvição de José Dirceu. Sob sua gestão, será votada a possibilidade de prisão após a condenação em segunda instância, caso que afeta diretamente o ex-presidente e amigo Lula. As expectativas, portanto, se voltam para saber como atuará o futuro presidente do Supremo. Ele será a pessoa responsável por ditar a pauta de julgamentos do STF.

Carmem Lúcia conduziu a presidência da Casa com rigor e isenção, mantendo erguido o braço forte da lei. A nação acompanha de perto a posse de hoje para saber se prevalecerá a doutrina ou a amizade. A conferir.