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Chegou a hora do vale-tudo

Na reta final da campanha para a sucessão presidencial, a estratégia dos candidatos é tentar quebrar a polarização formada entre PT e anti-PT, liderada pelo deputado Jair Bolsonaro. Os candidatos que ainda acreditam na chance de chegar ao segundo turno -  Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede) - concentram seus esforços, neste momento, para atacar Haddad e Bolsonaro.

Ciro bate mais de frente no candidato do PSL  porque espera atrair os votos da esquerda e, em caso de segundo turno contra Bolsonaro, quer contar com o apoio, ainda que silencioso, do PT. Já Alckmin está tentando passar a imagem de que ele é o melhor candidato a confrontar com Haddad e usa o discurso de que, para combater a volta do PT, o eleitor não precisa ir ao extremo oposto, representado pelo radicalismo da direita, que desrespeita os direitos das minorias e prega o uso de mais violência. O candidato tucano fala em pacificação e união do Brasil para resolver a crise.

Marina Silva, que vem caindo sistematicamente em todas as pesquisas, ainda não se deu por vencida. Ela bate com precisão nos candidatos que se encontram na dianteira, , principalmente, as falas de Bolsonaro e do seu vice, General Mourão, que tem se especializado em produzir frases de efeito desastroso nesta campanha tão marcada por polêmicas e agressões.

Até mesmo o ex-ministro Henrique Meireles (MDB), embora enfileirado entre os nanicos, está levantando a voz contra a proposta apresentada pelo economista Paulo Guedes, o “Posto Ipiranga” de Bolsonaro. Meireles diz abertamente que quem propõe a volta de um imposto nos moldes da CPMF não entende de economia. Pelo visto, até o dia 6 de outubro a temperatura dos debates vai subir até atingir a fervura. Os mais fracos virarão fumaça.