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Uma nova chance para fazer um Piauí diferente

Uma eleição de poucas surpresas e uma certeza: o país segue dividido para o segundo turno, no dia 28 de outubro.  No Piauí, como já indicavam todas as pesquisas de opinião, o governador Wellington Dias foi reeleito para o quarto mandato ( todos eles com eleição assegurada no primeiro turno). Mais do que isso, fez oito dos dez deputados federais e 25 dos 30 estaduais.

Portanto, parte para um novo mandato com ampla maioria no Legislativo, o que lhe garantirá vitória fácil nos projetos que encaminhará para a Assembleia Legislativa. Mas essa folga tem um preço, claro. E os partidos saberão cobrar isso com sua cota de cargos na administração pública, como é de praxe.

Ocorre é que a situação financeira do Estado é delicadíssima. E, se quiser equilibrar as contas, o governo precisará cortar gastos e enxugar a máquina pública, hoje inchada com 69 secretarias e órgãos com o mesmo status administrativo. Sem falar na quantidade de suplentes com assento na Assembleia Legislativa.

Se quiser realizar uma administração eficiente, o governador terá que rever algumas práticas e enfrentar outro problema grave que abala os cofres estaduais: a previdência. Não é tarefa fácil. Mas com o apoio maciço das urnas ( 55,65% dos votos), mais os deputados da bancada governista, terá amplas chances de tomar as medidas necessárias para organizar as finanças e realizar as obras de que o Piauí precisa.