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O professor é a solução

Todos os testes de avaliação realizados no Brasil mostram que a educação no país vai mal. Com raras e honrosas exceções pontuais, nas quais se inclui a educação municipal de Teresina, estamos muito abaixo das metas estipuladas pelo Ministério da Educação, que já estão em um nível inferior às dos  países desenvolvidos.

Ao longo dos últimos anos, até conseguimos universalizar o acesso ao ensino, mas a qualidade oferecida está muito aquém do que se espera para alavancar o país a um patamar desejado. O desempenho dos alunos brasileiros no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) caiu quatro pontos em ciências, cinco em leitura e nove em matemática de 2009 a 2015.

Muitos são os questionamentos para tentar entender por que, ao longo dos anos, estamos retrocedendo, em vez de caminhar na direção contrária, rumo ao sucesso. Para um problema complexo como este, as respostas, obviamente, são muitas. Mas é inegável constatar que um dos motivos está na falta de incentivo e valorização do professor.

A atuação do professor é fundamental para que os alunos tenham um bom nível de aprendizagem. É ele quem estimula, incentiva, motiva e desperta o talento individual dos alunos. Mas, no Brasil, o magistério é uma profissão de menor valor, cada vez menos desejada pelos jovens. E os baixos salários não são o único motivo, embora não se possa deixar de considerar este aspecto. Além de ganhar uma boa remuneração, os professores merecem e precisam ganhar o respeito da sociedade e passar por um processo contínuo de formação e capacitação. Afinal, são eles que formam os futuros profissionais que irão gerar desenvolvimento e prosperidade para o país. Se ainda há alguma dúvida quanto à relação entre educação e crescimento, basta recordar que um aumento de 100 pontos nas notas do Pisa estaria associado a uma expansão anual do produto interno bruto per capita de dois pontos ao ano, em média.