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Paz e Progresso

Um dos maiores desafios do presidente eleito no próximo domingo, tanto quanto recuperar a economia do país, será pacificar e trazer de volta um ambiente harmonioso à nação. Poucas vezes se viu tanta animosidade nas ruas, nos grupos de amigos e até mesmo nas famílias, como agora.

A disputa eleitoral foi muito além da saudável discussão sobre projetos ou ideologias, até mesmo porque estes quase não existem. A população foi sufocada por um maniqueísmo radical, em que cada um acusa o outro da representação do mal supremo e se proclama a salvação do país. E a população tomou para si esse discurso, indo às raias da quase insanidade para defender seu candidato.

Pouco se ouve sobre a necessidade da reforma da previdência para salvar o sistema, ou de uma reforma tributária, de um novo jeito de fazer política sem a dependência venal a um Congresso corrompido ou, ainda,da recuperação dos milhares de empregos perdidos nos últimos anos. A guerrilha se dá em um nível de agressão assustador, com ameaças verbais e, em alguns casos, até físicas.

O país está, literalmente, dividido. E isso não é bom para a reconstrução de uma Nação que tem tanto a fazer para retomar o crescimento econômico e a dignidade ferida. Abertas as urnas, qualquer que seja o resultado, faz-se necessário acalmar os ânimos, desde a cúpula das campanhas até o homem da esquina, este último, aliás, bem mais inflamado que aqueles a quem supostamente está defendendo. A máxima do grupo mineiro Skank nunca foi tão atual: “se o país não for pra cada um, pode estar certo, não vai ser pra nenhum.”