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Ameaça à democracia

O mundo corre perigo. Os extremistas estão avançando com desenvoltura sobre diferentes nações, ameaçando a paz e a democracia, dois bens supremos para a humanidade. Os pacotes com explosivos enviados a democratas e à emissora da rede de TV CNN nos Estados Unidos são uma clara tentativa de intimidação às ideias políticas, bem como à liberdade de imprensa.

Ainda nem sequer nos recuperamos do choque provocado com a morte e esquartejamento do jornalista Jamal Khashoggi, dentro do consulado saudita em Istambul, eliminado simplesmente porque era um crítico do governo saudita.

Ontem, a maior democracia foi sacudida com as ameaças de bomba, inclusive a um ex-presidente, Barack Obama. Terroristas e assassinos estão se sentindo no direito de eliminar de forma covarde e cruel qualquer pessoa que pense contrário às suas ideias, o que é um absurdo inadmissível. Já lutamos muito para conquistar a paz e a possibilidade de nos expressarmos livremente, de forma respeitosa. Cercear esse direito é voltar às trevas de uma época em que a força bruta valia mais que a razão.

 

Sindicalismo amigo

 

Que os sindicatos escolham um candidato para apoiar e votar, é absolutamente normal, dentro do jogo democrático. Agora, faltar ao trabalho para fazer campanha política para determinado candidato é um abuso ao contribuinte que paga seus salários. Pois foi o que fez o Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal do Piauí.

Em ofício encaminhado ao reitor, ontem, o presidente do sindicato, André dos Santos Gonçalves, comunica que os servidores da UFPI irão faltar ao trabalho hoje e amanhã para fazer campanha para o candidato petista, Fernando Haddad. Ora, isso é uma coisa que prejudica mais do que ajuda o candidato.

Parar uma instituição de ensino superior para fazer campanha político partidária é um desrespeito, primeiro porque lá estão integrantes dos dois partidos que disputam a presidência, assim como os que permanecem neutros e não nutrem simpatia por nenhum dos dois. Segundo, porque a instituição é pública e precisa trabalhar para a comunidade. Mas, no Brasil, tudo acontece.