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Otimismo no mercado

Aos poucos, o Brasil ensaia sair da pior recessão econômica já sofrida nas últimas décadas. No último trimestre, a taxa de desemprego caiu para 11,9%, um índice ainda alto, é verdade, mas abaixo dos 12,4%, registrados de abril a junho deste ano. Embora essa queda reflita um crescimento no mercado informal, e não no emprego de carteira assinada, já são mais pessoas com uma renda no final do mês.

A proximidade do fim do ano, melhor período de vendas para o comércio, também deve atrair a mão de obra temporária. Se o cenário continuar melhorando até 2019, é possível que alguns desses contratos temporários se efetivem.  

Janeiro será mais que o primeiro mês de um novo ano. Com a mudança de governo, será a esperança de que o país volte aos trilhos, com recuperação econômica e abertura de novas vagas no mercado de trabalho. Os primeiros sinais começam a ser dados pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, que está interessado na votação da reforma da Previdência, no enxugamento da máquina pública e numa política forte de combate à corrupção. Esse tripé soa como música aos ouvidos do mercado, abrindo perspectivas para novos investimentos.

O setor da construção civil, que costuma servir como um termômetro para a economia, se mostra otimista com o que está por vir. Depois de amargar prejuízos sucessivos nos últimos meses, os empresários da área já começam a fazer planos para lançar novos empreendimentos imobiliários, na expectativa de que o próximo ano não será igual aquele que passou. É o que todos esperam, também.