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Bolsonaro prega medidas amargas aos governadores

O presidente eleito, Jiar Bolsonaro, pregou medidas amargas a serem tomadas pelos 20 governadores eleitos agora em outubro, durante encontro realizado em um centro de convenções em Brasíla. O futuro presidente deixou claro que esse é o caminho, caso o Brasil não queira seguir o exemplo da Grécia. Ainda está viva na memória dos mais bem informados a grave crise pela qual passou a Grécia recentemente, e que quase a levou ao buraco.

Os governadores do Nordeste fizeram um pedido especial com relação ao regime de previdência própria, hoje um dos gargalos financerios dos governos estaduais, responsável pelo desequilíbrio nas contas públicas. Bolsonaro prometeu olhar com cuidado, fazendo questão de dizer que, depois de eleito, já não vê mais os governadores pelos partidos que os elegeram e que vai trabalhar por todos os estados indistintamente. Se assim for, é uma boa notícia para o Piauí, Estado que deu a maior votação ao candidato do PT, Fernando Haddad.

Austeridade deve ser a palavra de ordem do governo nos próximos anos. Os governadores que estavam acostumados a pedir dinheiro e depois solicitar a renegociação das dívidas terão que procurar outra estratégia a partir de agora. E ela passa, necessariamente, pelo corte de gastos, diminuindo o tamanho do Estado.

Justiça condena governador e ex-governador do Estado

 

O juiz Francisco Hélio Camelo Ferreira, da 1ª Vara Federal, condenou o atual governador Wellington Dias (PT) e o ex-governador Wilson Martins (PSB) por improbidade administrativa, a pedido do Ministério Público Federal, em processo que apurava a transferência de recursos da União de contas específicas para a conta única do Estado. Cada um dos gestores foi multado em R$ 25 mil.

O governo alegou que, à época, havia um decreto que, no seu artigo 2º, autorizava a centralização de todos os recursos em uma mesma conta do Estado. Esse decreto foi revogado depois, mas, segundo a Controladoria Geral da União, a prática ilegal continuou mesmo com o fim da autorização.

Entre os fatos citados no processo está o da transferência dos recursos de um convênio com o Ministério da Integração Nacional, em 2007, a ser utilizado na construção de uma adutora no sudeste piauiense, para a conta do Estado. De dezembro de 2009 a janeiro de 2011 foram transferidos irregularmente nada menos que R$ 145 milhões.

A Procuradoria do Estado deve recorrer da decisão.