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À espera da nova maternidade

 

Não é de hoje que a Maternidade Evangelina Rosa passa por problemas graves de falta de estrutura que comprometem o atendimento às gestantes e causam, até mesmo, a morte de bebês. O assunto foi tema de capa da Revista Cidade Verde em janeiro de 2016. De lá para cá, em vez de melhorar, a situação só se agravou, ao ponto de o Conselho Regional de Medicina chegar a interditar aquele estabelecimento de saúde.

A atual maternidade foi inaugurada em julho de 1976, em uma estrutura pré-moldada, vinda da Inglaterra. Até os anos de 1990 prestava um serviço de qualidade reconhecida por médicos e mães. Hoje, encontra-se completamente sucateada. A alternativa seria a construção de um novo prédio, com capacidade para atender a uma demanda bem superior à de quarenta anos atrás.

A Secretaria de Saúde do Estado havia prometido lançar o edital para a construção de uma nova maternidade na primeira quinzena de 2016. A obra seria construída na Avenida Presidente Kennedy, na zona leste da cidade. Hoje, quase três anos depois, nada de maternidade. A informação fornecida pela Secretaria de Saúde é que o dinheiro em conta – R$ 51 milhões -  não é suficiente para a execução do projeto; ainda faltam R$ 30 milhões .

Enquanto isso, mãe e bebês padecem pela falta de suporte para um atendimento digno, preconizado pela Constituição. No mês passado, 29 bebês morreram na Evangelina Rosa. A solução para este problema não pode continuar sendo empurrada com a barriga, com o perdão pelo trocadilho infame.