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Quando a ideologia obscurece a gestão

Mais uma vez a ideologia se sobrepõe à gestão. Primeiro, foi com a administração petista, como ficou evidenciado com os telegramas em que Cuba define como devem ser os moldes do Programa Mais Médicos para que o regime dos Castros fosse beneficiado financeiramente. Toda a condução da política externa foi marcada por um viés partidário durante os anos do governo do PT.

E agora, pelo visto, não será diferente, só que com o pêndulo voltado para o outro lado da ideologia da balança. Depois de ensaiar o nome do conceituado educador Mozart Neves, do Instituto Ayrton Sena, para o Ministério da Educação, o presidente eleito Jair Bolsonaro recuou por conta da pressão da bancada evangélica. Nada mais retrógrado. Mozart é reconhecido e respeitado pelos professores do país inteiro pelo trabalho desenvolvido na área educacional.

Ontem, Bolsonaro finalmente anunciou quem comandará uma das pastas mais importantes de qualquer governo, e declarou o nome do professor colombiano Ricardo Vélez Rodriguez para comandar a educação brasileira pelos próximos quatro anos. Se você nunca ouviu falar nesse nome, fique tranquilo, você não é o único.

Vélez Rodriguez é desconhecido até mesmo pela maioria dos profissionais da área. Trata-se de um professor-colaborador do programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião, na Universidade Federal de Juiz de Fora. Entendeu agora a motivação? Ele foi escolhido pelo que diz ser contra: é contra a escola sem partido e contra a política de cotas raciais. Como bem disse Thomas Eckschimidt, autor do livro Capitalismo Consciente, está na hora de pararmos de andar como siri, para a esquerda ou para a direita, e começarmos a andar para a frente. Só assim sairemos do atraso.