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Galerias já

A Avenida Raul Lopes, no trecho que passa em frente ao Shopping Riverside, vai ficar interditada, pelo menos, até o final deste mês. A Polícia Rodoviária Federal já cogita interditar novamente a BR 343, próximo ao condomínio Alphaville, por temer o risco aos motoristas que trafegam na rodovia. No Conjunto Torquato Neto, uma mulher de 32 anos foi tragada pela força das águas e deixou cinco filhos órfãos de mãe.

Tudo isso apenas nos dez primeiros dias de chuva em Teresina, o que demonstra o quanto estamos despreparados para lidar com a água tão desejada nesta esstação. A falta de planejamento na hora de construir equipamentos urbanos e empreendimentos imobiliários resulta em transtornos e, pior, em prejuízos materiais e humanos, como se viu na semana passada.

A construção de galerias é uma obra cara, difícil de ser executada e, depois de pronta, longe dos olhos dos cidadãos, porque fica embaixo do chão. Porém, elas são essenciais para garantir a segurança do escoamento das águas. Caso contrário, como vem se repetindo a cada nova estação chuvosa, os moradores voltam a sofrer com os problemas de sempre.

Em muitos lugares da capital, a água da chuva entra pelas casas, levando desassossego aos moradores, que se veem desesperados com a inundação. Há casos históricos, como os das residências da Avenida Pedro Almeida, no São Cristóvão, ou da Rua Eustáquio Portela, no Joquei Clube.

As galerias precisam ser vistas como necessidade urgente em uma cidade que cresce a um ritmo acelerado, com novas construções surgindo a cada dia, aumentando a área de impermeabilização, o que impede a absorção da água pelo solo. Do contrário, iremos parar na lanterna dos afogados.