Cidadeverde.com

Quase metade dos lares piauienses não tem acesso à internet

A teoria  de que o mundo se tornaria uma aldeia global, segundo o professor Marshall McLuhan, parece já ter se concretizado há algum tempo nos grandes centros urbanos, mas basta colocar uma lupa na vida das comunidades que vivem no interior dos estados mais pobres, como o Piauí, para perceber que ainda há uma distância considerável que separa esses duas realidades.

Os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD), divulgados ontem, revelam o quanto o Piauí ainda está atrasado no quesito comunicação. Segundo o IBGE, 42,5% dos domicílios piauienses não têm acesso à internet. Este é o segundo pior índice do Brasil, ficando atrás apenas do vizinho estado do Maranhão. Das cerca de um milhão de residências existentes no Piauí, apenas 580 mil, pouco mais da metade, estão conectadas à rede mundial de computadores. Os que não possuem internet em casa alegaram que o serviço é caro.

Até mesmo a televisão, um veículo bem popular, não atinge todos os lares piauienses. Pelo menos 58 mil domicílios não possuem o aparelho de TV. São 144 mil piauienses que não acompanham a programação da televisão por não possuírem o aparelho. Entre os que possuem, 48,1% ainda não tinham, até a data da pesquisa ( 4º trimestre de 2017), o conversor para assistir à programação em formato digital.

Diante desses números, dá para perceber o tamanho do atraso a que estamos submetidos. Informação é fundamental para o desenvolvimento pessoal e profissional dos cidadãos. Privados desse serviço, por falta de condições financeiras, os piauienses ficam alheios ao que se passa no mundo e, dessa forma, sequer adquirem consciência dos seus direitos e da necessidade de cobrar dos gestores mais investimentos para tirá-los da condição de subdesenvolvimento em que se encontram por anos a fio.