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Os holofotes estão com eles

O Brasil acompanhou com atenção às duas posses ministeriais mais aguardadas do novo governo. A primeira, do Ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro. Estudioso, dedicado e comprometido com o combate à corrupção, Moro, que se tornou uma espécie de herói nacional por conta da sua atuação à frente da Operação Lava Jato, passou os últimos dias de 2018 elaborando seu plano de ação.

Algumas medidas ele pretende encaminhar, via projeto, ao Congresso já no próximo mês, tão logo a nova legislatura seja empossada. Ontem, durante a transmissão de cargo, o ministro Sérgio Moro deixou claro que sua missão prioritária será o fim da impunidade da grande corrupção, o combate ao crime organizado e a redução dos crimes violentos. Outra meta de Moro é regulamentar a prisão após a condenação em segunda instância.

Ele lembrou, com razão, que a violência gera insegurança jurídica e compromete o ambiente de negócios. E prometeu se empenhar com afinco para trazer de volta a ordem e a segurança ao país. Competência não lhe falta. Se, de fato, receber as condições necessárias para realizar o seu trabalho, podemos esperar da sua pasta um dos melhores resultados do governo Bolsonaro.

O superministro da Economia, Paulo Guedes, também está chegando com todo gás para dar uma sacudida na sua área e começar a mostrar resultados positivos já no início do governo. A estratégia, disse ele, “será  anunciar “de dois em dois dias” alguma medida de interesse direto da população e das empresas, com foco na simplificação de tributos e desregulamentação da economia.”

Assim como o colega Moro, Guedes também elencou o seu tripé de prioridades: Previdência Social, privatizações e simplificação de tributos. Com visão liberal, Paulo Guedes quer criar um ambiente favorável aos negócios, descomplicando a burocracia existente hoje para quem quer empreender e gerar empregos.