Cidadeverde.com

Um mês perdido para o Estado

O governador Welllington Dias (PT) tomou posse na última terça-feira para o quarto mandato à frente do Palácio de Karnak, um feito inédito no Piauí. Experiência, portanto, ele tem de sobra, assim como tinha conhecimento de que seria eleito mais uma vez, a tirar pelas pesquisas eleitorais que sempre o colocaram na liderança da disputa pela cobiçada cadeira de governador.

Diante desse quadro, e sabendo ele das dificílimas condições financeiras do Estado, o governador já anunciava, tão logo foi divulgado o resultado da eleição, que precisaria reduzir a máquina pública, diminuindo o número de secretarias para tentar adequar as despesas do Estado ao tamanho da sua receita.

A pergunta que se faz é: por que sabendo de tudo isso, de antemão, ele diz que vai esperar até fevereiro para, só então, anunciar a nova estrutura administrativa e os futuros gestores de cada secretaria? Em um Estado que tem pressa em crescer e que precisa reduzir as inúmeras desigualdades sociais e resolver problemas gravíssimos de saúde e segurança pública, por exemplo, por que perder um mês inteiro, enquanto a população espera ansiosa por respostas para seus problemas cotidianos?

Os secretários da gestão anterior, ainda no comando de suas respectivas pastas, ficam de mão atadas sem saber se vão, ou não, continuar no posto. E, diante dessa incerteza, como começar a desenvolver projetos e implementar ações que não têm garantia de que serão continuadas? O Piauí não pode se dar ao luxo de passar um mês inteiro em compasso de espera. Parodiando o saudoso Betiinho, quem tem fome ( de saúde, segurança, mobilidade, justiça social) tem pressa.