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A participação privada avança no setor público

A gestão pública brasileira reconheceu que não consegue dar conta de administrar tantos e tão diferentes serviços com a qualidade que a população exige e merece. Por conta disso, a realidade, hoje, é que os governos – federal, estaduais e municipais – estão aderindo, cada vez mais, às privatizações.

Durante longos anos, a patrulha ideológica da esquerda fazia soar quase como um crime de lesa-pátria a simples menção à palavra privatização. Mas o tempo, sempre senhor da razão,veio mostrar que o governo não tem como abraçar o gigantismo da administração pública com eficiência.

E foi assim que a telefonia melhorou  consideravelmente, só para citar um exemplo. Antes da abertura do mercado para as empresas, obter uma linha telefônica era tão complicado e caro, que possuir um telefone em casa era sinal de luxo e poder.

Embalado por essa nova visão, o governo federal já anunciou que vai leiloar 49 projetos de infraestrutura só este ano, com investimentos previstos de R$ 67,9 bilhões. O pacote inclui 12 aeroportos, 10 portos, mais a Ferrovia Norte e Sul. Outros 24 projetos devem ser oferecidos ao mercado ao longo do ano.

Aqui no Piauí, a nova empresa que adquiriu a Cepisa já apresentou suas metas de crescimento e começou a investir pesado para que haja uma efetiva melhoria na qualidade da energia elétrica fornecida aos consumidores. O primeiro teste veio agora com as chuvas de janeiro. E o que se viu, é que a energia já não falta mais ao simples sinal de nuvem no céu, como acontecia anteriormente.

Privatização, portanto, não pode ser vista como um monstro inimigo do Estado, desde que seja feita dentro de critérios absolutamente técnicos, com regulação e fiscalização pelo poder público.