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Economia, ainda que tardia.

O governo do estado estima uma economia de R$ 300 milhões com a reforma administrativa a ser encaminhada à Assembleia Legislativa ainda este mês. O governador percebeu que, a continuar como estava, o Estado não teria como funcionar, simplesmente porque as contas não estavam fechando e não havia recursos em caixa para manter os serviços essenciais funcionando, tampouco para pagar os fornecedores.

O governo, enfim, acordou. Um pouco tarde, é verdade, principalmente se levarmos em conta que o governador Wellington Dias não está recebendo a pasta das mãos de um adversário, mas dele próprio. Por que, só agora, depois de chegar ao fundo do poço, admitir que, como está, não é possível administrar?

Quando criou as famosas Coordenadorias, a oposição e a imprensa questionaram o motivo de o Estado estar aumentando o tamanho da sua máquina burocrática, porque àquela  época, as finanças já não iam lá muito bem. Mas os líderes do governo se apressaram em dizer que as Coordenadorias não implicariam aumento de despesas, porque iam aproveitar material humano e fisco já existente na estrutura do estado. O tempo provou que não era bem assim. Tanto que na hora de cortar as despesas, as tais Coordenadorias foram as primeiras a entrar na fila da tesoura.

O compromisso com o equilíbrio fiscal deve ser uma meta perseguida desde o primeiro dia de gestão, já que consertar o estrago depois é sempre mais difícil. O problema é que, de dois em dois anos, o calendário eleitoral atropela o administrativo.